O Japão não é só quimono e Alexandre Herchcovitch mostra isso com maestria nesta primavera-verão 2015/16. O mar que banha a ilha é o ponto de partida pras muitas texturas, resultado de um trabalho precioso de tiras de chiffon (que vai desfiando num efeito lindo), crepe de chine e látex (com jeito de ouriço). Elas são de várias expessuras, começando com 2,5 cm, costuradas direto nas roupas e é essa diferença de tamanhos que cria ondulações em vestidos de tirar o fôlego.

O começo em linho com pegada militarista pode enganar o observador: não há nada pesado, é o lado mais leve da Ásia que surge na passarela, com referências quase poéticas como a das pescadoras de pérolas que usavam calçolas estampadas – e essa estampa vira jacquard em hot pants larguinhas e às vezes supercavadas. Delas por exemplo sai uma saia de chiffon, costurada na própria calçola que é uma ótima sacada de modelagem, assim como as pregas e recortes laterais nos looks militares, que trazem leveza pro linho mais grosso. Há também a textura combinada com tecido atoalhado, feita com tiras unidas por picuetas bordadas de cristais, num detalhe vazado que não se vê de longe; fica só o brilho sutil que cria um rastro no meio da textura mais opaca.

Outra sutileza são os forros: eles ultrapassam mangas e barras com babados, como na bermuda xadrez. E também avançam em casacos e quimonos matelassados estampados com ilustrações japonistas de ondas, conchas e uma sereia, todas assinadas por Fernanda Victorello. Nos pés, o tamanco japonês – o gueta – ganha uma nova versão, com as plataformas trocadas e um trançado de couro, que traz peso às entradas. É esse equilíbrio de pesos e texturas, além do trabalho impressionante de ateliê, que faz diferença na passarela. (Aurea Calcavecchia)

 

 

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SÃO PAULO FASHION WEEK - HERCHCOVITCH; ALEXANDRE

 

 

 

 

 

 

Japan is not only kimono and Alexandre Herchcovitch shows that masterfully this spring-summer 2015/16. The sea around the island is the starting point for many textures, the result of a precious work of chiffon strips (which will reeling off a beautiful effect), crepe de chine and latex (with hedgehog way). They are of various expessuras, starting with 2.5 cm, sewn right into the clothes and it is this difference in size creating ripples in breathtaking gowns.

The beginning linen with militarist footprint can fool the observer: there is nothing heavy, is the lighter side of Asia that appears on the catwalk, with almost poetic references such as the fisherwomen of pearls used stamped "calçolas" - and this pattern turns jacquard hot  large pants  and sometimes super hollowed. Them for example comes a chiffon skirt, sewn in own calçola which is a nice balcony modeling, as well as the pleats and side cuts in military looks that bring pro thicker linen lightness. There is also the texture combined with toweling, made with strips joined by picuetas embroidered crystals in a leaked detail is not seen from afar; only is the subtle glow that creates a wake in the middle of the most opaque texture.

Another subtlety are the liners: they surpass sleeves and bars with ruffles, as in chess shorts. Also advancing in patterned coats and matelassed kimonos  ​​with japonistas graphics waves, shells and a siren, all signed by Fernanda Victorello. On the feet, the Japanese Clog - the gueta - gains a new version with the changed platforms and a braided leather, which brings weight to inputs. It is this balance of weights and textures, plus studio of the impressive work that makes a difference on the catwalk. (Aurea Calcavecchia)

DESIGN DE SUPERFÍCIE . SURFACE DESIGN

F.VICTORELLO

 

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